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Li no Pretty Dumb Things um post sobre como boa gramática deixava a Chelsea apaixonada, horny pra ser mais precisa. Comigo é parecido. Certas coisas num texto me deixam tão horny, que eu procuro saber mais sobre a pessoa, vou me chegando, tentando me aproximar e, pronto, somos amigos. Já posso conversar com a pessoa por horas na internet e me deliciar com a gramática perfeita. É como o toc que tenho com a caixa de correio, só que melhor. Esse toc me recompensa sempre.

As vírgulas são realmente importantes, elas deixam o texto compreensível, claro, mas a organização delas, o design que traz ao texto, holy motherfucker… Eu desrespeito de início aquelas pessoas que grudam as vírgulas nas palavras: “tipo assim,né“. Nauseante. Acho que é pra mostrar que é uma pausa pequenininha, meio fôlego pro ‘né’. Você respira rápido entre as palavras como aquele fulano que canta “Chocolate Rain”.

É claro que o conteúdo é importante e aquele senso comum todo, mas o jeito que as frases se organizam em parágrafos que formam retângulos perfeitos, ah… Saber separar os parágrafos, fazer com que eles sejam coesos e com um design bonito é muito sexy. Como o caso do vocativo. Ninguém sabe mais onde colocar a vírgula. Ninguém neste mundo. É depois do “oh”? Antes do “oh”? Vocativos me deixam arrepiada. Uma vez eu fiquei debatendo por horas com brasileiros morons uma música da Britney Spears (whoa) em que ela diz “it’s Britney, bitch”. Eles teimavam em dizer que não havia a vírgula porque tinha a licença poética da Britney se declarando vadia. Brasileiros tentam se apropriar de tudo que não sabem, é uma doença incurável. Penso em começar a usar máscaras hospitalares nos ouvidos. Quem sabe nos olhos também, o orkut costuma ser insuportável.