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O Best Week Ever fez uma lista na terça com o top 20 das caras mais estúpidas que o Patrick Swayze fez em Ghost. No dia seguinte saiu no National Enquirer que OMG, o Patrick Swayze tem câncer e vai morrer em poucos meses. Daí todo mundo achou o post de muito mal gosto, com um timing questionável. Ironia em advance. Enfim, no mesmo dia fizeram um post com top 5 caras mais bonitas e bem atuadas do Patrick Swayze em Ghost. E ainda há pouco eu vi no G1, eu acho, que o cara tá bem. Com câncer, mas bem. Não vai morrer, está se tratando e respondendo bem ao tratamento. Great. O que importa é que sobrou bastante Swayze pra nós desse jeito. E eu escolhi as melhores caras dos dois tops e mais um bônus do meu filme favorito dele.

O presidente dos EUA mais bonito.

Minha necessidade de escrever me sufoca. Estando assim de férias as coisas complicam, a possibilidade de ter papel e caneta nas mãos não aparece. Eu meio que me forço a pegar uma agenda, caneta e escrever qualquer coisa. Como hoje. Vendo o Corey Feldman de wayfarer e tomando notinhas de como esse tipo de óculos foi feito pra ele. Anotando que chuva me acalma e que às vezes ela soa como El Perro Del Mar, outras vezes é mais The Servant. Tentando lembrar de um post muito bom que falava sobre License to drive, mais exatamente a cena que o Les diz que falar a verdade para a menina dos seus sonhos era idiota, algo assim.

Me deixo perturbar tanto por essas pequenas coisas, os detalhes, e o resto da minha vida fica abandonada. Às vezes eu me convenço que vale a pena. Do the math, estudar pra uma prova ou ler sobre Klimt? Sair ou ver Edward de novo? Fazer compras ou arrumar minhas fotos no tumblr? Tão lindas. Valem a pena.

Falando em tumblr… Como lá é mais anônimo, posso colocar mais fotos de mulheres e tal. Meninas ficam muito alvoroçadas com nus, parece que é a última dica da gayness, achar bonitas fotos de mulheres nuas. Como se fossem quaisquer fotos, tipo aquele nojo que é a Playboy, a falta de gosto que é o Paparazzo. Capaz de eu até fazer um tumblr pra fotos de homens. Mas é tão mais difícil achar fotos de homens com estilo bonito. Pelo menos o Terry consegue. Já viram aquela foto do Jake? TO DIE FOR.

A Vanity Fair acertou ao escolher Hitchcock para tema, só deviam ter continuado a usá-lo na capa e chamado atores melhores, alguns deles. Renée Zellweger, por exemplo. Se você concorda que a foto dela é uma porcaria, espere pra ver o vídeo.

Além dessa aí em cima da Naomi Watts em Marnie, gostei muito dessa (apesar da Keira), dessa outra, dessa também, um pouco dessas três e odiei essas três aqui.

Jason Bateman pro E!online:

I can confirm that a round of sniffing has started. Any talk is targeting a poststrike situation, of course. I think, as always, that it’s a question of whether the people with the money are willing to give our leader, Mitch Hurwitz, what he deserves for his participation. And I can speak for the cast when I say our fingers are crossed.

Ele não mente jamais. Tenho tanta saudade dessa gente. Sempre fiquei imaginando 19 temporadas, George Michael e Maeby tendo filhos, o Gob em Vegas, o Tobias fazendo Hamlet, a Lindsay morrendo, tal. Quem sabe, né? Torceremos.

E um link pras chicken dances, for the hell of it: aqui.

Eu sempre tive uma raivinha do Matt Damon, mas nunca consegui entender o porquê. Afinal, eu gostei de Good Will Hunting, todos os Bournes, Talented Mr. Ripley e até Eurotrip, for fuck’s sake. Ele aparece por dois minutos e é a melhor coisa do filme. Talvez meu ódio seja pela douchebaggery que o Ben Affleck costuma agregar. Ou a ameba do Kevin Smith.

Mas a Sarah Silverman é uma deusa e me fez amar esse homem. Mil pontos pra ela também por transar com o Matt Damon e jogar Scrabble online ao mesmo tempo! Dez mil pontos pela dancinha do Matt, juro que não esperava por isso, sensacional. Exatamente isso me deixou apaixonada, bem isso, ele não está só steaming hot, mas muito bobo. E eu tenho um fraco bem fraco por dorks (e esquisitos inteligentes, a excentricidade é linda). I wish I could fuck’em all. Fuck, Jimmy Kimmel. Fuck Matt Damon.

Muito triste quando você percebe que sua mãe teme te deixar sozinha. Ainda mais triste quando ela pensa que um filme pode te levar ao suícidio – ou à nova tentativa (é, movin’ on). Double fuckin’ worst é pensar que alguém é convencido da idéia vendo Prozac Nation.

Eu gosto da Christina Ricci. Gosto da Michelle Williams. Gosto do Jonathan Rhys-Meyers. Gosto da Jessica Lange. Não é o elenco. Nem mesmo o gosto da tal escritorinha. É o tema, o desenvolvimento, a porra da falta de fotografia, o óbvio espalhado em todo canto. Dá vontade de se matar mesmo. A Christina Ricci gosta das coisas certas: Velvet Underground, Joy Division. Mas escreve como pussy. Em Harvard. Aliás, fazem questão de dizer onde ela está mil vezes pra mostrar a grande mudança na vida da garota. Só que não me convence porque a menina escreve odiosamente, cheia de psicodelias e embromação. Me lembra bastante todas as minhas professoras de Filosofia e Sociologia, e o que eu escrevia nas provas delas. O talento é tanto que ela toma ecstasy pra escrever sobre Lou Reed e descreve o ecstasy, não Lou Reed. E ganha um prêmio. É, idiota.


What? Spell “stupid cunt”, please.

Tudo no filme parece o diretor lembrando do que já viu sobre adolescentes com transtornos mentais em outras obras. Alguém faz essa gente parar de achar que Trainspotting, Basketball Diaries e Christiane F são grandes influências e inspirações? Filmes sobre drogas têm o efeito contrário em mim, me irritam profundamente. São como crianças puxando as nossas camisas enquanto a gente lê o New Yorker, sei lá, Camille Paglia. No momento da piada elas querem que a gente pare e as escute, porque ninguém as entende nesse mundo. *pout* Os diálogos são distorções imbecis do trivial, afinal, drogados são muito diferentes, profundos. Como a Christina fala no filme: “você não sabe o que é o amor“. Patética. É o que os filmes sobre drogas são. Pelo menos nessa hora ela tinha que parecer patética. Mas o que muda depois? Nada. Ah, ela pára de falar. Graças a Deus.

E o óbvio que ninguém, ninguém, nota, mas me grita poser bem alto por dentro. A escritorinha profunda e evoluída gosta de bandas obscuras e as conhece mais que ninguém. Escuta os vinis 30 vezes por dia, vai aos shows para tirar a essência de cada uma, um belo esforço, meus parabéns. Gosta tanto que no quarto ela tem pôsteres (quão adolescente é isso?) das favoritas. Mas aí algo pula nos meus olhos. Um pôster de “Love will tear us apart”? Ela ouve tudo, conhece tudo e cola um pôster da música mais famosa? Da música que qualquer zé neguinho sabe cantar? Ela passou no Wal-Mart e comprou por 2 dólares? É essa a importância que ela dá? Inacreditável.

As cenas em família são hediondas. A Michelle Williams, que é melhor amiga, se salva um pouco porque foge da grandiloquência usual e chata. Teatral seria uma grande qualidade, mas nem é. É ridículo, dá vergonha. Aqueles avós, a perturbada tendo nervous breakdown em qualquer lugar, porque nada é mais íntimo, apesar de ela tentar ser diferente e perfeita com todo mundo que não a conhece. Em Basketball Diaries o Jim fala pra si mesmo que quer ser puro. A Elisabeth não quer nada, só encher o saco. Como quando tenta se matar no banheiro da casa da psiquiatra. Podia ter espalhado cocô no teto e estuprado as crianças também, tá lá mesmo. É tão filha da puta que nem pensa numa gilete ou numa faca da cozinha. Quebra um vidro em cima da pia e tenta se cortar. Não consegue, claro. Óbvio. Eu juro que conseguiria vendo essa porcaria mais uma vez. Mãe, fique comigo.

Voltando pro Brasil hoje com tristezinha, muita saudade. Mas foi bom, é bom lembrar. Fazia tempo que não me divertia tanto, por inteiro. Eu sei que querer perfeição em tudo é idiota e contra-produtivo – não exatamente perfeição, mas pensar que nada é bom porque não é do jeito que eu queria – mas, hell, acontece às vezes comigo. Juntar os amigos certos, as coisas que eu gosto, o lugar que eu gosto… Bem, New Jersey está muito longe da perfeição. Toda aquela gente bronzeada, meio bronca e super sexy te ataca nos cafés de vez em quando. Mas na maioria das vezes nessa cidade, dentro do meu cordão sanitário, os eventos saem perfeitos. Digamos que até o musak é mais suportável.

Se for pensar direito, é bom sim procurar perfeição nessas coisas, é o meu bem, é a minha estética. Como o Ferris Bueller saindo pra almoçar, ver quadros com os amigos e cantar em paradas em vez de assistir uma aula de Economia. Todas as aulas deveriam ser assim: saiam, procurem o que vocês gostam, com o quê se importam. Metade dos douches do mundo desapareceriam, com certeza. Os professores ensinando que bronzeamento não é um hobby ou que micaretas não são realmente legais se você pensar o quanto realmente se importa em dançar e escutar aquilo. Micaretas, no fundo, são retributivas. Você finge que gosta da música, finge que adora dançar por 9 horas e a festa te dá beijo, mão boba e auto estima – fora gonorréia and stuff. Estou discorrendo sobre micareta mesmo?

Sexta à noite eu liguei pro Jakob para vermos Juno novamente. É impressionante como as filas não diminuem. E de gente legal! Super adultinhos e velhos de alma podre odeiam. Acredite nas minhas palavras, tem gente que não suporta ouvir muitos dudes ou “totallies” num só filme, porque não é profundo o bastante. Também tenho ouvido que não é dramático demais. Que o Oscar errou colocando Juno ao lado de grandes dramas com temas atraentes que nos levam a refletir. Eu já acho que é um grande passo pro Oscar. Sabe, ter uma comédia entre os melhores indica que alguém na Academia ainda acha que humor é valioso e querido. E é o mais valioso e querido. Lágrimas são completamente overrated.

Era disso que eu falava no começo? Não. E quem se importa? Vou ter saudade das pessoas que acham que o Grande Lebowski importa mais que Babel. Era isso. Chorinho interno agora.